quinta-feira, 4 de junho de 2009

Quem nos dirige?

O Brasil é um país dominado pela televisão, pela Globo. Disso sabemos. O que nos resta? Render ou lutar.
Um país onde se criou uma ditadura da cultura: as leis de incentivo!!! E 'pensamos' ruim com elas, pior sem elas!

"Tempos atrás, cabia ao Ministério e às secretatias, com quase exclusividade, o patrocínio das artes. Hoje, vai-se de porta em porta, pires, pratos de sopa ou cornucópias na mão! - o tamanho do recipiente depende da intimidade que se tenha com o poder. Para as empresas, alegremente autorizadas a usar dinheiro de impostos na estética da publicidade dos seus produtos, foi grande negócio. Para os artista, não (...)" ("O suicídio do artisita",O TEATRO COMO ARTE MARCIAL, Augusto Boal)


E agora José?

Não sejamos inocentes e tampouco não nos deixemos levar pelo sensacionalismo da música do vídeo abaixo!
É assim, querem nos puxar para todos os lados!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Para que não se repita

"O exílio começa quando começamos matar as coisas que amamos como se o tempo nos pusesse uma faca nas mãos e com ela assassinássemos os momentos em que alguma vez fomos felizes"
( Nuestra Señora de las Nubes, Aristides Vargas, grupo MALAYERBA )



O que fazer com a dor?


O dever é do povo, o dever é da arte. Impossível não estar comprometido. Ou se está contra ou a favor. Ou não se é, do verbo ser de verdade.

Como [des]organizar nossa memória?


"...assim que deve ter tratado o inimigo do povo"
O grupo Sendero Luminoso que "atuou" no Peru no final do século passado. Passado e presente. O passado já aconteceu, o futuro não existe, mas o presente é um tempo "arrastado". Ainda hoje se vive. E o que fazer? Quem cura?








Rosa Cuchillo


Quem mexe no baú? O Grupo Yuyachkani tem mexido com força. E para a nação, para o mundo. E quem reconhece como seu um pano roto retirado lá de dentro chora e ri, salta uns passos. Não tem cura. Mas tem força, tem voltas, tem transformação, tem flores.





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E aí está Charo Francés, atriz fundadora do grupo equatoriano MALAYERBA. Obras que evocam vozes forçadas ao silêncio.





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O Sendero era uma luta pelo povo, para o povo. Uma luta onde se mata o povo pelo povo, para o povo. Uma luta onde a liberdade é castração. Por que não? Muitos no mundo já perguntaram, perguntam e ainda irão perguntar?

Meu cu não arde, não assa, se eu não estou cagado.

O que vem daquele país lá, a Corea do Norte? O que tanto prometem para o povo?
Quem representa a nação? Os milhões que marcham suados e com olhares fixos ou os poucos que cheiram bem e dormem bem?

O que anda fazendo minha vizinha que nunca sai de casa?

O que trama meu porteiro, oi tudo bem boa noite até amanha?

O que farei depois que a bomba estourar?